
A área original do Campo, de 38 hectares, tem 98% coberta de floresta, com a forma de um istmo alongado, ligado a mata que recobre o vizinho maciço da Serra dos Orgãos. ( Mata Atlântica).
A área adquirida no ano de 2001, que representa um acréscimo de 8,87 hectares, tem seu solo recoberto de gramíneas e de algumas árvores de grande porte, e o seu reflorestamento por vegetação nativa, é atualmente alvo de estudo pela Região do Rio de Janeiro.
A floresta que recobre o Campo, apresenta-se como uma mata densa sempre verde, com a altura média de 15 metros, onde se destacam árvores emergentes de até 40 metros de altura. As espécies vegetais são abundantes, há grande variedade de samambaias, orquídeas e bromélias epífitas.
O trabalho de cientistas de diversas especialidades da ciência biológica; botânica, ictiologia, e ornitologia permitiu uma avaliação dos ecossistemas presentes concluindo por uma rica biodiversidade.
A mata é hoje abrigo para mais de uma centena de espécies de aves, algumas consideradas sob ameaça de extinção. Mamíferos marsupiais como o gambá e a cuíca; a lenta preguiça o notívago e inquieto guaxinim e até a jaguatirica, com seu pelo sedoso que lembra uma pequena onça, já foram encontrados vagueando pelas trilhas.
Sobre a fauna de répteis e anfíbios, não houve ainda um estudo sistematizado, mas é corriqueira a presença do sapo cururu, (Bufo marinus) . o avistamento de serpentes é raro, e ainda assim de exemplares de espécies inofensivas. Certamente deve haver variedade de perecas, (rãs arborícolas) cujo canto pode ser ouvido á noite pelas trilhas e clareiras da floresta.
Ainda sobre a fauna há que registrar um fato notável: a área de mata alagada pode ser o último reduto de uma espécie endêmica conhecida como peixe do céu ou killifish, o (Leptolebias sandrii) que se julgava extinta desde a década de 30. O belo peixinho, divide o seu habitat com outras sete espécies menos notáveis.
Em 1984, a II Conferência Brasileira de Proteção à Natureza, realizada de 15 a 19/07 , aprovou moção feita pela Comissão de Recursos Florísticos, Inclusive Espécies Ameaçadas, com o seguinte teor: Que seja declarada a área do Campo Escoteiro de Magé um Refúgio Particular de Animais Nativos ( portaria 327/77, de 29/07/77 MA-IBDF) como forma de salvaguardar a flora e a fauna característica das matas de baixada.